Uma crônica é um ovo! - II

Acho que levei a sério demais a crônica passada: depois de exatos vinte e oito dias, eis-me de volta ao batente, à calçada, à rede, ao cantinho da Crônica.

Assuntos não faltam, afinal existem vários temas esperando um óvulo para darem o ar de sua graça: o final do horário de verão, o dia da mentira, as comemorações (?) dos 500 anos do Brasil, o dia do trabalho, a minha baixa produtividade literária -escrevi somente 3 crônicas nos últimos 2 meses!
:-(((

Porém, o meu álibi é muito bom, embora não saiba se ele vai ser aceito por vocês...

Estive envolvido com o lançamento do meu livro - Há sempre algo novo! Algumas considerações filosóficas e psicológicas sobre a avaliação educacional -, que é a publicação da minha dissertação de mestrado em Educação, na área de avaliação educacional, defendida, há pouco mais de um ano, junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará.

Passada a festa, baixada a poeira, é hora retomar outros projetos, outros sonhos, outros devaneios, tão preciosos quanto aquele. Tanto assim que, 2 dias depois da festa, lá estava eu no centro da cidade comprando uma chuteira para participar de um campeonato de futebol de campo.

Reconheço que aos quase trinta e dois anos, está um pouco tarde para realizar o meu sonho de ser um fantástico ponta esquerda. Mas, entre ficar na absoluta frustração e realizar da forma possível certos devaneios, tenho optado por fazer o que está ao meu alcance, dispensando os queixumes que caracterizaram o meu viver durante vários anos...

Penso que finalmente compreendi que há tantas coisas interessantes por aí e que reclamar dos outros e da vida é uma atitude que não permite a transformação da realidade, mas apenas a sua perpetuação, com mais tristeza e melancolia.

Assim, tenho procurado socializar ao máximo tudo aquilo que tive a oportunidade de conhecer, de descobrir, de aprender, buscando estabelecer laços e links cada vez mais coloridos, explorando as múltiplas e infinitas possibilidades espalhadas pelos recantos do universo, enriquecendo ainda mais a minha singela e enigmática vida.

Paulo Barguil
31/05/2000

 
www.paulobarguil.pro.br