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Como um bom canceriano, adoro colecionar objetos. Comecei bem cedo, com uns 3 anos de idade, brincando de juntar búzios na beira da praia e levar para casa.

Infelizmente tal coleção não foi, naquela época, adiante, em virtude de um simples capricho do destino: minha mãe, preocupada com a organização da casa, os colocava no lixo, sem que eu percebesse...

É claro que não seria esse inicial obstáculo que iria refrear ou inibir minha vocação ontológica!

O tempo foi-me um bom mestre e aos poucos fui experimentando novas coletâneas: cartões de loteria esportiva, selos, carteiras de estudante, fotos 3x4 e, é claro, os itens mais prestigiados de material escolar – livros, provas, boletins e apostilas do 3º ano científico...

A despeito do meu ecletismo, tive alguns poucos álbuns de figurinha, devido tão somente à dificuldade primária de ausência de recursos para adquirir os envelopes (que emoção era abri-los!).

O próximo passo seria colecionar selos, tendo eu sido despertado pelos selos da série de Folclore desenhados por Jô Oliveira, em 1978. Durante anos, cultivei esse hábito, indo mensalmente à Agência Central dos Correios comprar os lançamentos. Vez ou outra, adquiria na Feira dos Selos, que acontecia, nos domingos, na Praça da Criança, alguma estampa estrangeira, cujo motivo fosse esporte.

Por alguma razão que desconheço, passei anos sem ir de Dionísio Torres (nome da linha de ônibus) ao centro de Fortaleza, fazendo com que eu interrompesse o antigo costume. Atualmente, limito-me a ir uma vez por ano à Agência dos Correios comprar o álbum dos selos lançados no ano anterior...

Confesso que cheguei até a pensar que aquela mania de juntar coisas era coisa de menino, mas tive que rever meus conceitos quando iniciei uma coleção de cartões telefônicos!. Após um início empolgante, com direito a comprar álbuns para guardar adequadamente os exemplares, o ímpeto foi diminuindo, diminuindo, diminuindo...

A mania atual é coligir as surpresinhas que acompanham o Kinder Ovo! Infelizmente, desde meados 2001, eles não são mais vendidos aqui em Fortaleza, levando-me a pensar que, devido à crise econômica na Argentina, eles não estavam mais sendo fabricados...

Poucos meses, porém, foi-me relatada a existência de exemplares nas Lojas Americanas em Brasília! A forte suspeita de extinção da espécie em questão foi afastada e, consequentemente, retomados os esforços para continuar com o folguedo prematuramente interrompido.